Sabor fel na esperança

de sorrir e desdenhar.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nada.

O seu olhar entrega o que o meu sente
Seus devaneios enlouquecem como a minha boca mente
As frases que não proclamo são as que te sufocam
A mão que te dou é a que te deixa cair

Sua abstinência é meu vício
A palavra é o seu ofício
Mostra mais de mim do que a mim mesmo
Enxerga tudo no clarão refletido no espelho

Suporta a verdade da beleza
Suporta a feiúra da verdade
Aprenda a viver entre os porcos

Afinal é tudo poesia amor, é apenas poesia.

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