sábado, 3 de abril de 2010
Medos e Desejos (sugerido pela Ana rs)
Julgue se tiver capacidade mas olhe para dentro de si mesmo. Todo ser humano apesar das diferenças sente culpa por alguma coisa, as vezes por uma ação, as vezes pela não-ação, mas não deixa de ser culpa. Esculpidos pela não-satisfação, sempre que concluimos ou saciamos um desejo nos sujeitamos a nossas vontades e necessidades, e continuamos assim pelo resto de nossas vidas. Essa culpa, aquela entranhada em quase todos pensamentos recorrentes ao passado se remete à esses medos e desejos. Quando nós,seres 'evoluídos', não cumprimos o que desejamos não nos esquecemos, e às vezes quando cumprimos alguma desejo inferior ao que deveríamos desejar também penamos. O fato é que nenhum dos dois permanece esquecido e estável em nossas mentes. Feitos de memórias irriquietas estes momentos de lucidez ou covardia tornam a passar como se fossem trailers de filmes antigos que já vimos mas gostaríamos de esquecer o final e cansam todas tentativas de consertarem este passado errôneo. Chega-se à um ponto em que nada permanece e tudo se torna supérfluo perto do que se sente e o desassosego quebra a porta para mostrar que nada foi esquecido, apenas empurrado para o lado. No meu caso a culpa é um fato consumado, pelo que fiz apenas, nunca deixei de testar todas as possibilidades que o acaso me trouxe e por isso perco algumas noites de sono. Porém esta amiga que mora ao lado, ou até mesmo dentro da minha 'casa' se tornou um consolo, um consolo da coragem (imaginária talvez) de consolidar cada mínimo desejo e necessidade supérflua que um dia poderia ter. Sei que acordei no fim da tarde com a TV ligada tentando lembrar se era isso o que realmente tinha sonhado ou se eram apenas brincadeiras que a minha mente me pregou.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário