Tanta coisa nova para viver mas muito mais para deixar para lá. Conversas incompletas, julgamentos pré-dispostos e alegrias vazias contaminavam todo aquele ar. O abraço verdadeiro dava lugar ao maior espaço entre duas pessoas que um dia poderiam se amar. Porém, não haverá culpa em si em nenhum dos corpos. Eles apenas se encontravam bem sozinhos, apesar de desejarem estar juntos. Não haveria também culpa nas palavras, elas estavam certas, apenas eram ditas nas horas erradas. Não haveria além disso culpa nos atos, eles só dormiam demais. Enfim, não haveria culpa nos sentimentos, eles existiam e existem profundamente, só não apreciavam o ambiente fora da cabeça e do coração, talvez por serem tímidos, talvez por serem anti-sociais. Ao final não haveria culpa de nada... a não ser dele! É, foi tudo culpa dele. Um despertador barato que se adiantou demais por um lado e se atrasou demais por outro. Um despertador que queimou tudo o que se era esperado antes mesmo de colocar o bolo para assar.
Ao fim, nem ele podemos culpar, afinal, quem foi que o comprou em primeiro lugar?
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